O tratamento do melasma envolve o uso tópico de agentes hipopigmentantes como a hidroquinona, tretinoína, ácido azelaico, entre outros. O problema vai muito além das manchas, uma vez que torna-se um fator que prejudica consideravelmente o bem estar das pessoas.

Normalmente utiliza-se uma combinação desses agentes hipopigmentantes que possuem diferentes mecanismos de ação. E acredite, são muitos mecanismos de ação que já foram descobertos para inibir a síntese de melanina. São aproximadamente 28 mecanismos diferentes!!!

Essa associação é considerada muito eficaz, pois demonstra bons resultados clínicos, reduz o tempo de duração da terapia, bem como o risco de desenvolvimento de efeitos adversos.

Entre os procedimentos mais realizados no tratamento do melasma inclui-se o uso dos cremes tópicos, mas também a aplicações de peelings, luz pulsada e lasers, além de claro, a prevenção através do fotoprotetor.

É importante salientar que o tratamento do melasma sempre prevê um conjunto de medidas para clarear, estabilizar e impedir que o pigmento volte. Isso inclusive, compreender a utilização de suplementos via oral.

A utilização dos ácidos no tratamento da pele.

Quando é necessário realizar um tratamento contra manchas na pele, fica a dúvida sobre quais são os melhores ácidos para melasma.

Hoje vamos falar mais sobre um produto inovador com benefícios que vão além do clareamento da pele.

E para entender melhor sobre esse produto, é importante começar pelo seu precursor, o ácido azelaico.

O ácido azelaico é importante agente terapêutico utilizado como despigmentante em casos de melasma, principalmente em pacientes sensíveis à hidroquinona. Assim como também é eficaz no tratamento para acne e possui benefícios contra a rosácea.

Atua inibindo a atividade dos neutrófilos, o que inibe a produção de radicais livres e atua como antioxidante, exercendo atividade anti-aging. O ácido azelaico parece ter como alvo apenas melanócitos hiperativos e, portanto, não clareará a pele com melanócitos funcionando normalmente. Pode ser utilizado diariamente, uma ou duas vezes ao dia, dependendo da tolerabilidade do paciente. Entretanto seu principal efeito adverso é a irritação da pele.

A Azeloglicina®

A Azeloglicina® (INCI: Potassium Azeloyl Diglycinat), fabricado pela empresa italiana Sinerga e fornecido com exclusividade pela Galena, é um derivado do ácido azelaico que possui muitas vantagens quando comparado ao uso do ácido azelaico.

• Completamente solúvel em água;
• Não irritante para a pele;
• Efetiva em baixas concentrações.

O diglicinato de azeloil-potássio, obtido pela reação do cloreto de ácido azeláico com duas moléculas de glicina mais o hidróxido de potássio, é um ingrediente de nova geração.

Seu efeito é devido à inibição competitiva da tirosinase, em outras palavras, foi projetada para inibir a síntese de melanina e reduzir a produção de sebo cutâneo.

É uma molécula solúvel em água, que exibe atividade sebo normalizadora e propriedade de clareadora da pele. A glicina inserida na molécula proporciona efeitos hidratantes e aumenta a plasticidade do estrato córneo é muito mais tolerada pela pele.

A Azeloglicina® torna a pele mais uniforme e radiante, além de melhorar a elasticidade e a hidratação.

Pode ser adicionada em produtos específicos para manchas oleosas, desidratadas ou melânicas.

Mas existe estudos comprovando isso?

Existe sim!!

Um deles avaliou a Azeloglicina® para o tratamento de rosácea. E olha só o que o estudo citou:

“Além do efeito no eritema, a formulação contendo Azeloglicina® demostrou que o estrato córneo dos pacientes estava mais hidratado em todos os locais faciais. Este efeito só aconteceu no grupo que utilizou a Azeloglicina®, e não no grupo placebo. Como aproximadamente 12% dos pacientes com rosácea apresentam descamação, secura da pele ou erupção cutânea enquanto usam o ácido azelaico tópico, e podem apresentar ruptura da barreira cutânea e irritação sensorial à outros produtos, o efeito hidratante da Azeloglicina® parece uma alternativa para aliviar alguns sinais e sintomas da rosácea.”
(Enzo Berardesca, et al., 2012)

Além disso, é importante comentar que neste estudo nenhum evento adverso foi relatado pelos pacientes, nem mesmo foram notados pelos pesquisadores. A Azeloglicina® demostrou excelente perfil em termos de tolerância local.

E tem mais…

Outro estudo também avaliou a Azeloglicina® associada ao ácido tranexâmico e a niacinamida por 8 semanas. Além de não serem observados alterações de pH da pele, eritema e teor de umidade, outros efeitos adversos não foram observados.

Após 6 semanas foi possível observar diferenças na concentração de melanina e em 4 semanas diferenças no índice de área e gravidade do melasma.

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